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domingo, 30 de maio de 2010

Flor de Lótus


Os seres vivos, em geral, lutam para estar bem. Todos gostam de estar numa zona de conforto, porém os únicos que vêm com um dispositivo a mais para encontrar essa paz, essa serenidade, ou seja, esse conforto neles mesmos é o ser humano, já as outras espécies precisam que a natureza propicie esse bem estar.

O termo Yoga, oriundo do sânscrito yuj, significa unir, juntar, jungir... juntar exatamente o que? De uma forma mais ampla, é a junção do ser individual ao ser cósmico. Podemos também apreciar esse jungir de outra forma: quando conseguimos a coerência dos nossos pensamentos, emoções, palavras e ações atingimos uma integração do nosso ser. Há uma palavra em sânscrito que resume essa coerência, arjavan (retidão). O Yoga é um dos grandes caminhos que nos leva ao reto agir, proclamado em arjavan. Esse reto agir, essa conformidade dos nossos corpos físico, energético, mental e espiritual, nos leva a um estado de calmaria nas nossas mentes, não há mais distorção do nosso ser, há sim a revelação de sua magnitude, sua verdade. Para caminhar sob a luz de arjavan, é necessário estar consciente dos seus atos (mais uma definição de Yoga, ou seja, consciência na ação), para que eles sejam um reflexo da expressão da sua mente (pensamento, emoções).

Com os sentidos voltados para esse alinhamento, vamos burilando nosso buddhi (intelecto), percebendo que acima do nosso limitado eu (ego), existe um observador que não se envolve no jogo das dualidades, no seu distanciamento, apenas tudo vê. Quando trazemos esse observador para o nosso dia-a-dia, criamos um estado no nosso ser de apreciação do todo, do conjunto das manifestações do Absoluto. Desenvolvendo, assim, um profundo contentamento (santocha) e reconhecimento do estado de Yoga (união).

A alegoria da flor de lótus é um exemplo dessa busca, com suas raízes imersas no lodo, representando nossa identificação no jogo das dualidades, e suas pétalas, que se abrem além da superfície, dirigindo-se para luz, simbolizam nossa mente na apreciação do Uno.

Fonte:http://www.flordelotus.pro.br/cat/show_cat.php?id=8

sábado, 8 de maio de 2010

Um Avanço para a Inclusão Terapêutica

O professor João Tadeu de Andrade destaca a importância da regulamentação do SUS de métodos terapêuticos como acupuntura, homeopatia, fitoterapia e termalismo. E comenta que ainda é preciso ampliar essa política de inclusão terapêutica

Jornal O POVO

Cf. a Portaria 971 de 3 de maio de 2006, do Ministério da Saúde




Doutor em Antropologia,

Professor da Universidade Estadual do Ceará – UECE,

vinculado ao Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade

e ao Mestrado em Saúde Pública.

jtadeu@uece.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Ciência & Saúde, Jornal O Povo, em 29/04/2007

Práticas integrativas e complementares em saúde constituem denominação recente do Ministério da Saúde para a medicina complementar, em suas ricas aplicações no Brasil. Este campo de saberes e cuidados em saúde desenha um quadro extremamente complexo, múltiplo e sincrético articulando um número crescente de práticas diagnóstico/terapêuticas, tais como terapia nutricional, massoterapia e radiestesia, dentre diversas opções.

No Brasil, se tem um grande acervo de práticas de saúde tradicionais e estrangeiras, dentro do que podemos chamar campo “alternativo” de saúde. Ao longo dos anos um conjunto de medidas, tanto do governo como de associações profissionais, tem procurado responder às transformações desta área, por meio da criação de normas, agências e procedimentos investigativos. O Conselho Federal de Medicina, a Associação Brasileira de Medicina Complementar, o Ministério da Saúde estão entre aquelas instituições que acompanham e avaliam o uso das práticas integrativas de saúde, incluindo também instituições acadêmicas.

Em 2006, o Ministério da Saúde deu um passo decisivo com relação a estas modalidades médicas, através da implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC no SUS (Portaria 971 de 03/05/2006). Essa medida visa estimular ações e serviços relativos a estas práticas em um dos maiores sistemas de saúde pública da atualidade. Como condição prévia para preparo desta política nacional, o Ministério da Saúde realizou levantamento em 2004, identificando práticas integrativas em 26 estados brasileiros, num total de 19 capitais e 232 municípios. Este dado confirma a densidade destas práticas de saúde e reforça a necessidade de uma atenção ampla por parte do Estado. Por conseguinte, tal decisão recente do Ministério comporta alguns desdobramentos a serem considerados.

Determinados princípios são levados em conta para a implantação desta política de saúde. Um deles vem a ser a “visão ampliada do processo saúde/doença e a promoção global do cuidado humano”. Outro critério importante diz respeito a “estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras”. O documento destaca ainda “o desenvolvimento do vínculo terapêutico e a integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade”.

O princípio da visão ampliada da doença e da saúde se alinha às indicações de diversos estudos (e da própria OMS) que vêm tratando do tema. Tal visão procura cobrir dimensões diversas, considerando a experiência individual e coletiva das enfermidades, da cura e da saúde, levando-se em conta sua inevitável complexidade.

O reconhecimento dos mecanismos naturais para o cuidado da saúde confirma práticas sedimentadas na tradição local; o exemplo mais difundido é o uso de plantas medicinais, de diversas finalidades terapêuticas, como igualmente recursos provenientes de animais e substâncias do reino mineral. Cabe lembrar também a adoção de tecnologias leves, de caráter preventivo e curativo, tais como dietas alimentares, massagens, orações de descarrego, jejuns e exercícios meditativos, entre diversas práticas disseminadas no Brasil contemporâneo.

Ao incluir a medicina complementar no SUS, a PNPIC reconhece e legitima o que a população brasileira já vem aplicando em seu cotidiano de sofrimento e de desafios por qualidade de vida e bem-estar. Ao regulamentar o uso da acupuntura, homeopatia, fitoterapia e termalismo, o Ministério contempla métodos já consagrados de cuidados de saúde. Todavia, outros métodos terapêuticos não são considerados, tais como yoga, reflexologia, terapia floral, tai chi chuan, iridologia, dentre outros, reconhecidos pela biomedicina em alguns países. Caberia então aprofundar uma “política de inclusão terapêutica”, tendo em vista a riqueza de nosso pluralismo médico, de modo a fortalecer a complementariedade em detrimento da exclusão, favorecendo a variedade de opções de cuidados para a população.

João Tadeu de Andrade

O QUE É MENTE?

Qualquer organismo vivo é um complexo gerador de energia química, térmica, sonora, elétrica, magnética e luminosa, sem contar com as gigantescas energias quânticas presentes em cada um dos cerca de 1089 átomos que nos constituem. As reações químicas geram luz. O fluxo iônico gera a eletricidade e o fluxo elétrico gera o magnetismo. Cada molécula, na realidade, é um pacote energético que carrega alguma forma de informação. Para a ciência, o homem é um Ser quântico-molecular que se organiza em sistemas especializados e totalmente interligados em rede.

Tendemos a achar que é em nosso cérebro que ocorre a formação do fenômeno da consciência devido à sua atividade elétrica (0-100Hz) e magnética (10 mil fentostelas), mas hoje se sabe que o coração gera muito mais atividade elétrica (250Hz) e magnética (50 mil Fentostelas). Pensamos que o cérebro é o nosso centro de comando devido ao fato de centralizar uma grande quantidade de neurônios, mas esquecemos que o nosso aparelho digestivo possui um sistema nervoso próprio, que funciona totalmente independente do Sistema Nervoso Central (SNC), embora influenciado por ele.

Podemos até pensar que o cérebro é a sede de nosso Ser devido à imensa quantidade de sinapses produtoras de neuropeptídeos que abriga, mas sabe-se hoje, por exemplo, que ele é totalmente interdependente do aparelho digestivo, através do denominado eixo cérebro-intestinal, onde o aparelho digestivo é o responsável pela síntese de cerca de 90% da serotonina do organismo, um grande produtor de hormônio do crescimento e de acetilcolina (memória e pensamento), sendo considerado a maior glândula endócrina do organismo pela sua produção de dezenas de neurotransmissores intrínsecos. As alterações hormonais do aparelho digestivo o implicam em diversas alterações inusitadas como: obesidade, alterações do humor, anorexia, enxaqueca, psicoses, e até alterações na imunidade, como nas doenças de auto-agressão.

Hoje em dia, a visão de um sistema hierarquizado e linear cartesiano, que sugeria um comando cerebral supremo e central, alterou-se para um sistema em rede composto de pontos nodais de comando em que o cérebro é apenas mais um ponto nodal nessa rede de informações. Hoje já sabemos da existência de uma memória imunológica, uma memória cardíaca, uma memória renal e até uma memória muscular, configurando a existência da memória a nível celular e não mais orgânico-sistêmico. Todo fluxo energético (molecular, químico, eletromagnético, etc.) é um fluxo informacional (tudo é informação), e esse fluxo informacional (nossa mente) ocorre em todo o corpo, SIMULTANEAMENTE independente de tempo e espaço (como no mundo quântico).

Até a década de 1.960 se considerava o cérebro como o centro de comando corporal devido ao seu funcionamento de comando de base elétrica: o cérebro elétrico. Com base nisso, pensamentos e sentimentos seriam produtos da atividade elétrica neural, sendo o cérebro o comandante supremo. Então, com o advento da emergente ciência da neurofarmacologia, pesquisas revelaram que a comunicação interneuronal se faz principalmente através da descarga sináptica de substâncias químicas, que foram chamadas então de neurotransmissores, determinando que a comunicação elétrica é apenas cerca de 2% daquela comunicação.

Somente no córtex cerebral existe uma quantidade de cerca 15 a 20 bilhões de neurônios, cada um fazendo, em média, 60 mil sinapses. A maior parte da atividade neuronal cerebral (cerca de 98%) se faz através dessa rede sináptica (utilizando neurotransmissores como a acetilcolina, noradrenalina, dopamina, histamina, glicina, GABA e serotonina), sendo ela a responsável por nosso intelecto consciente e por nossa autoconsciência subjetiva. Uma segunda categoria de transmissores é composta dos esteróides (que incluem os hormônios sexuais e o cortisol).

A partir de 1.972, com as pesquisas pioneiras de Candace Pert Ph.D, surgiu o conceito de cérebro químico e de neuropeptídeos: substâncias químicas compostas de cadeias moleculares muito menores do que as dos neurotransmissores clássicos. Mas a década de 1.980 presenciou a descoberta da rede de informações do sistema imunológico, da mudança de conceito dos neuropeptídeos, que passaram a se chamar simplesmente de peptídeos, por não agirem somente no circuito neuronal, e da introdução, em 1.984 por Francis Schmitt (do Instituto Tecnológico de Massachussets – MIT), do termo “substâncias informativas”: as “moléculas da informação”. Descobriu-se que o sistema imune se comunica com o cérebro (incluindo o nosso cérebro emocional – sistema límbico) via “imunopeptídeos” e que recebe informações dele via neuropeptídeos, configurando um mecanismo de intercomunicação englobando também o sistema endócrino.

Hoje, a psiconeuroimunologia estuda a íntima intercomunicação e repasse de informações entre seis sistemas informacionais principais (o cérebro químico e os sistemas endócrino, imunológico, intestinal, cardíaco e tegumentar – pontos nodais dessa rede de informações). Cada um conta com uma produção própria de peptídeos circulando através do espaço extracelular, sangue, linfa e líquor. Considera-se que os peptídeos (como as endorfinas, encefalinas, somatostatina, gastrina, secretina, grelina, neuropeptídeo Y, leptina, etc.) constituem cerca de 95% de todas as substâncias informacionais, que funcionam em rede, numa escala de tempo e espaço muito mais ampla do que a do cérebro elétrico.

A fisiologia dos peptídeos anda junto com a fisiologia dos receptores (que também são proteínas), sendo essas moléculas muito maiores do que aquelas primeiras. Já foram identificados cerca de 70 tipos diferentes de receptores, situados aos milhões por toda a extensão da membrana celular de todas as cerca de 75 trilhões de células de nosso corpo. São nossos órgãos dos sentidos a nível celular e sua estrutura molecular (cerca de 2,5 mil vezes mais pesada que a molécula da água) funciona como uma fechadura onde somente determinados peptídeos podem se acoplar, como num binômio chave-fechadura.

Como toda molécula, peptídeos e receptores apresentam determinados padrões vibratórios. Quando os peptídeos se chocam com os seus respectivos receptores (encaixando-se e soltando-se algumas vezes), esses mudam suas propriedades moleculares mudando, conseqüentemente, seus padrões vibratórios e suas próprias formas tridimensionais, e é essa mudança de conformação (em duas ou três conformações principais) que transfere a informação para o interior da célula ocasionando uma cascata de eventos com profundas mudanças no meio intercelular (abertura ou fechamento de canais iônicos, mudanças energéticas de produção ou gasto de fosfatos, etc.), podendo afetar até o próprio núcleo da célula (tomando decisões acerca da divisão celular ou síntese protéica). Uma fantástica sinfonia vibratória está ocorrendo ininterruptamente em todas as células de nosso corpo.

Mais fantástico ainda é o fato de que os peptídeos são produzidos por todo o corpo, ligando-se e desligando-se de seus receptores, de forma sincrônica e simultânea. Não é um processo linear de produção, distribuição e ligação a receptores distantes, mas um processo simultâneo em rede que ocorre totalmente inconsciente em informativas surge simultaneamente em diversos pontos nodais nos diferentes sistemas orgânicos: imune, endócrino, gastrintestinal, nervoso, etc., e não de uma forma hierárquica a partir do SNC. Esses pontos nodais são regiões de grande afluxo de pontos conhecidos como pontos nodais. Sim, comprovadamente o fluxo das substânciasinformações elétricas e químicas sendo influenciados por quase todos os neuropeptídeos, priorizando, ou não, determinadas informações que vão produzir, ou não, determinadas mudanças fisiológicas.

Em nosso sistema nervoso central todos os pontos nodais servem como uma espécie de filtro sensorial, estando presentes em nosso córtex pré-frontal, sistema límbico, tálamo, hipotálamo (relacionado com o nosso processo de aprendizado), tronco cerebral e por toda a extensão da medula espinhal (em seu corno posterior), por onde chegam as informações sensoriais do mundo externo (pelo tato) e do mundo interno (dos nossos órgãos internos). Por exemplo, estímulos nos núcleos pontinos de Barrington, dependendo de qual peptídeo está agindo, podem fazer surgir desejos sensuais ou miccional (com imagens mentais associadas), desde uma forma inconsciente até a de urgência consciente, configurando uma inter-relação multidirecional entre sensações e desejos corporais com emoções e pensamentos conscientes.

Somente 0,0000005% do processamento cerebral é integrado conscientemente. Na verdade, apenas o que atinge nossos centros corticais é o que se torna um pensamento consciente da forma como o percebemos. É o processo de filtragem nodal, que nasce da interação receptor-peptídeo, que diz o que deve se tornar, ou não, uma sensação, sentimento ou emoção consciente. Essa interação receptor-peptídeo depende da quantidade e da qualidade dos receptores nos pontos nodais, que, por sua vez, depende da forma como reagimos às nossas experiências sensoriais cotidianas (alimentação, tato, música, odores, etc.). Como assim!?

Fabricamos peptídeos de acordo com o fluxo informacional que chega nos pontos nodais e esses peptídeos podem produzir toda a enorme variedade de estados emocionais que experimentamos cotidianamente. Há peptídeos para raiva, para tristeza, para desejo, para vitimização, para alegria e bem estar, etc., sintetizados em todo o nosso corpo e, no sistema nervoso central, principalmente em nosso hipotálamo.

Se um determinado grupo de receptores for estimulado por um longo tempo e com grande intensidade, paulatinamente seu número diminuirá, perderão sua sensibilidade e até a sua eficiência, de forma que a mesma quantidade de peptídeo interno vai produzir uma resposta menor. Ou, de uma outra forma, quando essa célula finalmente resolver se dividir, as novas células terão mais receptores para aqueles peptídeos neurais daquela emoção em particular e menos receptores para vitaminas, minerais, nutrientes, troca de fluidos, ou mesmo para a liberação de toxinas.

Em resumo, com o tempo haverá uma necessidade celular bioquímica intrínseca por certos peptídeos (dependência química) que alterará o nosso comportamento para que consigamos fabricar esses determinados peptídeos. Se estivermos dependentes bioquimicamente de raiva, inconscientemente buscaremos provocar situações que nos impulsionem a síntese de peptídeos de raiva, e assim por diante. Criamos hábitos e padrões de conduta para satisfazer nosso vício endógeno emocional, para satisfazer as necessidades bioquímicas das células de nosso corpo.

Na realidade, todos os nossos pensamentos, idéias e sentimentos são construídos de uma forma associativa e interconectados em rede. Por exemplo, associamos o prazer e o bem estar de degustar uma determinada iguaria com o prazer que sentimos advindo de nossos outros sentidos (da companhia que tivemos, das alegrias que sentimos, etc.) no dia que a experimentamos pela primeira vez. Ou seja, todos os nossos conceitos são armazenados nessa vasta rede corporal usando peptídeos como sinais, associando-os com outros eventos que ocorreram simultaneamente ou previamente, recuperando ou reprimindo emoções e padrões comportamentais.

Esses hábitos e condicionamentos, quando repetidos freqüentemente, acarretam uma verdadeira mudança na configuração de nossa rede sináptica neuronal cortical, literalmente reconfigurando o nosso cérebro (um processo conhecido como aprendizagem) com esse padrão de resposta e atitude perante nossos estímulos externos (e internos). As emoções são um importante componente nesse mecanismo de aprendizado. Assim, para muitos neurocientistas, as mudanças bioquímicas que ocorrem ao nível dos receptores são a base molecular de nossa memória, numa rede psicossomática que se estende por todas as nossas células em todo o nosso corpo.

“A decisão acerca do que se torna um pensamento subindo para a consciência e o que permanece um padrão de pensamento ‘não-digerido’ e submerso nas profundezas do corpo é mediada pelos receptores. Eu diria que a memória ser codificada ou armazenada ao nível de receptores, significa que os processos de memória são movidos por emoções e são inconscientes, mas (como outros processos mediados por receptores) podem, às vezes, tornarem-se conscientes... A mente seria o fluxo de informações que se move entre as células, órgãos e sistemas do corpo...”

Candace Pert

Aqui, então, começa a convergência entre a neurociência e as tradições sapienciais, quando passamos a perguntar quem é que está experimentando as sensações e construindo hábitos e condicionamentos. De onde vem essa inteligência que permeia toda essa rede informacional bioquímica e dirige aquilo que conhecemos como corpo e mente? Quem é esse Observador que percebe o mundo e observa suas aparentes diferenças?

Tanto a física quântica quanto a teoria da informação já incluem o Observador em suas equações, como um nível inteligente capaz de introduzir mudanças no sistema, através do influxo de informações. O Observador é o princípio inteligente capaz de reconhecer hábitos, condicionamentos e vícios, e o único capaz de, através do fluxo de novas informações, mudá-los, criando novos hábitos e comportamentos. Da mesma forma que a informação existe além do tempo e do espaço, além da matéria e da energia, o Observador, orientador desse fluxo informacional, também deve habitar além de nossa tridimensionalidade.

Cláudio é médico com especialização em cirurgia geral e laparoscópica, psicoterapeuta, teósofo, tanatólogo, É Terapeuta Clínico do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT) e Presidente do Instituto Cultural Dinâmica Energética do Psiquismo (ICDEP) no Ceará